Evolução de Tarifas e Projeção da Receita

h04 Projetar receita no mundo regulatório do setor elétrico brasileiro não é tarefa fácil. Receita é mercado vezes tarifas, projetar mercado neste país é difícil e projetar tarifas é quase impossível. Mas uma gestão competente requer a projeção e planejamento do lucro da empresa e, portanto, de sua receita.Existem dois modelos para fazer projeção da receita: um modelo simplificado e outro que tenta seguir todas as etapas de construção das tarifas da ANEEL, prevendo inclusive alterações nessa metodologia. O modelo simplificado consiste em calcular o Índice de Reajuste Tarifário IRT total, que será aplicado em todas componentes de todos os subgrupos tarifários, sem realinhamento e sem reajuste por componente das tarifas de cada subgrupo e fazer o Reposicionamento Tarifário em cada ano de Revisão. Calcular ainda, os adicionais tarifários advindos de passivos regulatórios, delta PB e outras bolhas até a próxima Revisão. E por fim calcular as CVAS de cada componente da parcela A em todo o horizonte de planejamento. Esse modelo, portanto, não captura variações da receita decorrentes de mudanças na estrutura de mercado. E variações do RA0 implicam em variações no IRT. Isto acontece porque o modelo não reajusta a TUSD Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição pelo IRT de cada componente e não faz o Realinhamento da Tarifa de Energia, mas aplica um único IRT em todas as componentes das tarifas de todos os subgrupos tarifários. Mas a rigor, em cada subgrupo será aplicado um IRT médio diferente, composto por um reajuste específico para TUSD e um reajuste específico para a TE, variável de subgrupo para subgrupo. Ao final do realinhamento tarifário, ao contrário do que se imagina, os reajustes médios das tarifas de cada subgrupo também continuarão sendo diferentes para cada subgrupo, pois a TUSD terá um reajuste diferente do reajuste da TE, e essas componentes tem pesos diferentes em cada subgrupo tarifário. É de se esperar que a TE vá aumentar mais do que a TUSD nos próximos 10 anos e isso implicará em aumentos maiores para a alta tensão cujo peso da TE é maior na composição das tarifas de fornecimento. Se as tarifas de fornecimento e também a TUSD terão índices diferentes de reajuste para cada subgrupo, variações na estrutura do mercado (diferentes taxas de crescimento de consumo, alteração na quantidade do mercado livre, etc.) implicarão em erro na projeção da receita com o método simplificado. Já o modelo completo simula todas as Revisões e Reajustes do horizonte de estudo fazendo: ·O Reajuste da TUSD Fio B de cada Subgrupo a partir do IRT componente conforme Resolução 166/2005 ou recálculo  da TUSD nas Revisões, com base na Projeção dos Ativos Regulatório (e consequente cálculo da Base de Remuneração Regulatória)  e da Empresa de Referência; ·O Recálculo do Repasse da TUSD Fio A em cada Revisão ou Reajuste; ·O Recálculo da TUSD Encargos em cada Reajuste ou Revisão; ·Recálculo da TE em cada Reajuste (calculada por diferença para que a Receita se iguale à RA1) ou na Revisão (despesa dividida pelo mercado); Recálculo da TUSD Perdas em cada Reajuste ou Revisão. A ESCHER Consultoria já projetou a Receitas de mais de 20 empresas distribuidoras do país seja para fazer a Projeção do próprio Lucro, seja para analisar de viabilidade de aquisições pelos investidores. Uma assertiva Projeção de Tarifas pode significar muitos milhões de lucro para a empresa.

Se as tarifas de fornecimento e também a TUSD terão índices diferentes de reajuste para cada subgrupo, variações na estrutura do mercado (diferentes taxas de crescimento de consumo, alteração na quantidade do mercado livre, etc.) implicarão em erro na projeção da receita com o método simplificado.

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